quinta-feira, 11 de junho de 2009

O que é o projeto NURC?

•NURC - Norma Urbana Culta.

Fundação
O Projeto da Norma Lingüística Urbana Culta foi criado, em âmbito nacional, em 1969, com a indicação dos coordenadores para as cinco cidades em que se desenvolveria o projeto, selecionadas de acordo com os seguintes critérios: ter pelo menos um milhão de habitantes e estratificação social suficiente para atender às exigências do projeto. A coordenação do projeto no Recife coube ao professor José Brasileiro Tenório Vilanova, titular de Língua Portuguesa na Universidade Federal de Pernambuco. No Recife, os trabalhos começaram oficialmente em 1971, com a seguinte equipe: Amara Cristina de Barros e Silva Botelho, Adair Pimentel Palácio, Edileuza dos Santos Dourado, Eneida Martins de Oliveira, Glécia Benvindo Cruz, José Ricardo Paes Barreto, Maria Núbia da Câmara Borges e Maria da Piedade Moreira de Sá. O Projeto NURC se insere na linha de pesquisa “Análise Sócio-Pragmática do Discurso, do PPGLetras.

Objetivo
O Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta (Projeto NURC) tinha inicialmente o objetivo de documentar e descrever a norma objetiva do português culto falado em cinco capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A partir de 1985, considerando as novas tendências de análise lingüística, ampliou-se o escopo do projeto, no sentido de abraçar outros aspectos, tais como: análise da conversação, análise da narrativa, análise sócio-pragmática do discurso e outros.

Infraestrutura
O NURC-RE funciona numa sala ampla, situada no prédio do Centro de Artes e Comunicação (CAC) com um pequeno acervo de livros, teses e dissertações, uma bancada com dois computadores ligados à internet e uma impressora multifuncional, além de dois gravadores de rolo (já bastante antigos). Possui um ambiente para reuniões de pesquisa e três pequenas salas para os pesquisadores. Embora modestos, os recursos são suficientes para que se possa ir levando adiante a pesquisa.

Pesquisadores atuais
•Ana Maria de Araújo Lima
•Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
• Maria da Piedade Moreira de Sá
•Miguel José Alves de Oliveira Junior
•Rose Mary do Nascimento Fraga

Participação Discente (em fluxo contínuo)
Duas bolsistas de Iniciação Científica.

Repercussões

• Produção científica:
O NURC-RE já produziu grande número de trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais, além de publicações em anais de congresso, em livros e revistas científicas. O material coletado pelo Projeto tem sido utilizado em aulas da graduação e da pós-graduação em Letras. Já foram publicados dois volumes contendo amostras de entrevistas do tipo DID (diálogo entre informante e documentador), volume 1 e do tipo EF (elocução formal: aulas, palestras, etc.) volume 2. Essas publicações, bem como os registros sonoros fazem parte, atualmente, do acervo de algumas bibliotecas brasileiras e estrangeiras. O acervo do Projeto NURC-RE consta de 346 inquéritos, 417 informantes e aproximadamente 290 horas de gravação. Por fim, o material que constitui o acervo do NURC já serviu de corpus a teses de doutorado e dissertações de mestrado.

• Formação de Recursos Humanos
Apesar das dificuldades enfrentadas pelo Projeto, sobretudo nos primeiros anos da pesquisa, para a concessão de bolsas pela PROPESQ e pelo CNPq, os bolsistas de aperfeiçoamento e de iniciação científica que já trabalharam no NURC-RE somam um total de aproximadamente 60 pesquisadores-estagiários, dos quais grande parte continuou seus estudos de pós-graduação em universidades brasileiras ou estrangeiras. Temos atualmente cinco ex-bolsistas doutores e quinze mestres, dos quais alguns já se encontram cursando o doutorado.

Principais Linhas de Pesquisa

1. Análise da Narrativa: estudo de narrativas inseridas na conversação (entrevistas), sob diferentes aspectos, tais como: organização interna, características e função, com especial atenção ao papel desempenhado pela avaliação, na terminologia de Labov. Observa-se como as narrativa se vinculam à ou se encaixam na conversação.

2. Análise Crítica do Discurso: Estudo dos aspectos discursivos e ideológicos presentes nas entrevistas (DID, D2, EF). São considerados também os aspectos argumentativos e pragmáticos, a intertextualidade e a organização interacional e sintática.

3. A metalinguagem na conversação: análise dos aspectos formais, discursivos, culturais e ideológicos da conversação. A metalinguagem será estudada como uma manifestação de intertextualidade, o que alarga o campo de abrangência do fenômeno e amplia o espectro de possibilidades de suas realizações e funções.

4. Relações intra-oracionais na conversação. Análise das funções textual-discursivas desempenhadas pela combinação das orações, no texto conversacional.

Projetos individuais em andamento
A metalinguagem na conversação: aspectos discursivos (Sá)
Aspectos pragmático-discursivos da narrativa (Sá)
A metalinguagem na conversação: aspectos formais (Lima)
A metalinguagem na conversação: aspectos ideológicos e culturais (Fraga)

Publicações Recentes
As publicações aqui relacionadas são referentes aos três últimos anos. Incluem apresentações em congressos, publicações em anais, em revistas e em livros.

• 2004. SÁ, Maria da Piedade Moreira de. Estrutura e natureza da narrativa na conversação. Boletim Informativo, n.32. Maceió: UFAL. Apresentado no XIX Encontro Nacional da Anpoll, na Universidade Federal de Alagoas.

• 2005. SÁ, M.P.M. de, LIMA, A. M. de A., CUNHA, D. de A. C. OLIVEIRA JUNIOR, M. A. (orgs) A linguagem Falada Culta na Cidade do Recife: materiais para seu estudo. V.2. Recife: Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPE.

• 2005. LIMA, Ana Maria de Araújo. Função textual-discursiva das orações adverbiais sem matriz. Veredas - Revista de Estudos lingüísticos. V.8, n.1, jan/dez, 2005 (ano de publicação). p. 53-62.

• 2003. CUNHA, D.A.C. A produção de sentido na fala e na escrita. Revista do GELNE. UFC. V.3. p. 27-32.

• 2004. OLIVEIRA JR., M. , CUNHA, D.A.C. Prosody as marker of direct reported speech boundery. In: Proceedings of the 2nd International Conference on Speech Prosody. p. 363-266.

Planos para o futuro:
(1) digitalizar o material sonoro;
(2) coletar novos dados, tendo em vista o tempo em que as últimas gravações foram feitas;
(3) coletar material escrito com o objetivo de cotejar a realização de determinados fenômenos nas duas modalidades: escrita e oral;
(4) publicar o volume dos diálogos entre dois informantes (D2);
(5) publicar uma coletânea de trabalhos que tenham como corpus o material do NURC-RE.


Fonte:http://www.ufpe.br/pgletras/programa-nucleos-nurc.htm




Poesia Recital

Endechas a Barbara Escrava

Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

Uã graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde perde opinião
que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E. pois nela vivo,
É força que viva.

Luís de camões

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Principais Personagens de Hagar

Hagar

Ele pode parecer um guerreiro cruel, mas uma vez que você passa pela
espada e pelo escudo, Hagar é um marido adorável, um pai dedicado e um
homem de família, e um pagador de impostos relutante. E mesmo que ele
tenha um apetite voraz por pilhagens e saques, este é pequeno perto de
seu apetite pela comida caseira de Helga.

Helga
A exigente esposa de Hagar. Sempre vestida com seu capacete de
chifres, ela é uma verdadeira Valquíria, superando o guerreiro Hagar
nas batalhas em casa. Enquanto Hagar causa terror no mundo externo, é
Helga que dita as ordens na família. E embora ela seja mais que páreo
para seu marido portador de espada e grosseiro, ela também tem seu
lado delicado. Helga é uma dedicada esposa e mãe, e normalmente faz
o que é melhor para sua família, queiram eles ou não.

Honi
A bela filha de Hagar e Helga - uma solteirona de 16 anos. Não é
muito esperta, mas mesmo assim é sempre meiga. Sua blusa metálica
afastaria a maioria dos pretendentes, mas seu amor por Lute continua
inatingível.

Lute
Um poeta e trovador que não pode rimar nem cantar. Felizmente,
Honi é tão apaixonada que na verdade ela nem pode perceber a diferença.

Hamlet
O filho brilhante de Hagar, e um mistério para seu pai. Habilidoso,
limpo e estudioso, Hamlet prefere ler que pilhar, ou uma corrente de
margaridas que uma corrente de ferro. Introspectivo e
sério, Hamlet é atormentado por Hernia, a garota levada da região, que
acha que ele é um sonhador.

Eddie Sortudo
Ele é tudo que um Viking não deveria ser - não muito esperto, mas
muito gentil. Totalmente sem queixo e sem agressividade, Eddie Sortudo
é o perfeito contraste de Hagar. E ele pode ser o único homem da
história a ser nocauteado por um arco-íris que desce vagarosamente.

Kvack
A pata da família que, como o nome sugere, fala com sotaque.

Snert
O cachorro de Hagar, que é amarrotado e atormentado como seu dono.
http://tiras-hagar.blogspot.com

terça-feira, 9 de junho de 2009

O Chuveiro

A não ser quando se atiravam nos rios em doidas nadadas eufóricas atrás de donas outro tanto, os homens nunca foram muito mesmo de banho. Banho, com sabão, toalha, água em abundância e executado de vinte e quatro horas em vinte e quatro horas, é invenção mais do que recente. E a maior parte dos franceses inda a desconhece hoje. O Brasil, porém, clima tropical, temperamento ardente, cidade maravilhosa, auriverde pendão, sol constante e céu azul, deveria ser o paraíso natural dos tomadores de banho. E o é. Pelo menos é hábito comum, desde de que se inventou o chuveiro, a gente acordar, pôr-se como Deus nos fez debaixo desse engenhoso aparelho, molhar o corpo e ensaboá-lo. Depois do corpo ensaboado o tomador de banho tem então a veleidade conseqüente de lhe tirar o sabão. E é aí que entramos com a falta d'água. Sim, pois a água que cai inicialmente é só aquelinha que fica enganadoramente no cano. Conseqüência, pois, da descoberta do chuveiro: invenção de milhares e milhares de palavras novas, geralmente esdrúxulas e interjectivas, as quais vêm sistematicamente enriquecendo o vernáculo embora os dicionários teimem em não registrá-las.

Millôr Fernandes

Frases

Tome nota, amigo: as aparências não enganam.
As mulheres são mais irritáveis porque os homens são mais irritantes.
Pois é, eu já estava preocupado com essa situação terrível de miseráveis do Nordeste, quando fui ainda mais abalado por uma menina ter caído num poço no interior da Cracóvia. Cheguei a uma conclusão: é insuportável assistir ao Jornal Nacional.
O século XX nos deu o cinema, o telefone, o automóvel, o avião, a penicilina, a asa-delta, o computador, tanta coisa maravilhosa. Mas a maior invenção de todos os tempos é do século XXI, o Google. A culturaprêt-a-porter.
Quem sai aos seus não endireita mais.
Celebridade é um idiota qualquer que apareceu no Faustão.
Sem essa, ô meu! Eu não cheguei até aqui na escala animal pra ser incorruptível.
O imposto de renda aperta cada vez mais o contribuinte. E aconselha: "Relaxa e goza".
Melhor do que dar ao companheiro um peixe é lhe dar um caniço e ensiná-lo a usar o cartão corporativo.
E eu que nunca fui convidado a jantar pelo cético e pela circunspecta, praquelas festas infindáveis que eles dão no porão do forte abandonado, no oitavo dia da semana?
Você pode evitar descendentes. Mas não há nenhuma pílula para evitar certos antepassados.
Os pássaros voam porque não têm ideologia.
De madrugada certas avenidas muito compridas desembocam no Além.
A alma enruga antes da pele.
Pergunta pro Presidente Lula: "Em que exato momento histórico nossa ignorância passou a ser virtude cívica?"
Eu sei, no Brasil do século XXI: "A concordância gramatical é a primeira mostra da degradação moral do Congresso". Eu sei também: "A maior parte de nossos homens públicos pensa que a regência acabou com a proclamação da República".
Todo governante se compõe de 3% de Lincoln e 97% de Bush.



Millôr Fernandes

Tuning Hi-Power

Ele é parada!




Ps: clicar na imagem para visualizar a tirinha toda!

sábado, 6 de junho de 2009

O apocalipse de Zé Limeira

Quem acha que é preciso
O mundo se acabar
Pra ver o povo virar
Teleco-teco na terra
Buliram na atmosfera
Desse sistema solar

Eu vejo que é muito frágil
Pitomba presa num galho
De aroeira parida
Humanidade fundida
No forno quente de belzebu

Eu vejo o apocali - psicologia profunda
De que um dia virá
Um astronauta para me salvar

Pressinto nuvens escuras
Enferrujando armaduras
Um terremoto lumar
O anjo da virgindade
Fará de toda maldade
Um cogumelo solar

Um amuleto divino
No braço do pequenino
Escapulário de luz
Explorador da bondade
Está em cada cidade
Até no brejo da cruz

Eu vejo no apocali - psicologia profunda
De que um dia virá
Um astronauta para me salvar

Composição: Zé Ramalho

Montarias sensuais

Monto num cavalo baio
Com a força de um raio
Monto na mula sem cabeça
Antes que eu me esqueça

Monto na égua-irmã do cavalo alado
E beijo o desejo que eu farejo
No queijo do teu lábio dourado

Monto em cima da laranja-lima e das mariposas
E elas são verdes amarelas negras azuis
E se dizem todas minhas esposas

Monto em cima de aviões
E esquadrilhas de guerra
E tento sabotar as bombas e os foguetes
Mortais à mãe-terra

Mas monto o adiante do adiante
Que me leva mais adiante
E assim eu quero pra mim
Um fim sem fim enfim

Como uma suave pluma
Ou espuma flutuante constante
Vinda de um rio
Meu rio de janeiro
E eu sou teu
Antes de beijar tuas fontes
Monto e quero que tu montes
Nos horizontes e montes

Composição: Zé Ramalho e Jorge Mautner

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Glossário do texto "Dias de sombra, Dias de luz"

algoz= (ô)
s. m.
1. Designação oficial do carrasco.
2. Fig. Verdugo, homem cruel.

ambivalente=(ambi- + valente)
adj. 2 gén.
1. Que é dotado de ambivalência.
2. Que tem dois valores diferentes.

antinomia=s. f.
Contradição entre leis (e, por extensão, entre pessoas ou coisas).

atrocidades=s. f.
1. Acção! atroz.
2. Crueldade.

disforme=adj. 2 gén.
Muito grande; monstruoso; desproporcionado.

encastelados=v. tr.
1. Fortificar (com castelo).
2. Meter em castelo.
3. Amontoar.
4. Pôr em lugar alto.
v. intr.
5. Elevar-se (a ave ferida de morte).
v. pron.
6. Encerrar-se.
7. Estribar-se; amontoar-se.

espectro=s. m.
1. Imagem fantástica de um morto.
2. Fig. Pessoa magra e lívida.
Espectro! solar: imagem que se vê na sombra quando a luz do Sol se decompõe através de um prisma.


incitação=s. f.
1. Acto! ou efeito de incitar.
2. Excitação.
3. Impulso estimulante.

indulgência=s. f.
1. Qualidade de pessoa indulgente.
2. Perdão (ou atenuação da gravidade) de uma falta.
3. Bondade (que desculpa o que é censurável ou importuno).
4. Relig. catól. Remissão dos pecados concedida pela Igreja.


introjetar=v. tr.
1. Fazer entrar; meter.
2. Intercalar.
v. pron.
3. Meter-se de permeio.
4. Meter-se onde não se é chamado.

leniente=adj. 2 gén. s. m.
Lenitivo.-adj.
1. Que acalma, que adoça.
s. m.
2. Lenimento; laxante.
3. Fig. Alívio; consolação.


passional=adj. 2 gén.
1. Relativo a paixão.
2. Motivado pela paixão e particularmente pela do amor.
s. m.
3. Passionário.

patológica=adj.
Relativo à patologia.=s. f.
1. Parte da Medicina que estuda as doenças em si.
2. Tratado das doenças.


secular=adj. 2 gén.
1. Relativo a século.
2. Que se repete de cem em cem anos.
3. Que dura há muitos séculos, que é muito antigo.
4. Civil; mundano.
s. m.
5. Leigo; aquele que não está sujeito a nenhuma ordem religiosa.
Braço secular: a justiça civil.

sonegada=s. m.
Diz-se de tudo que se sonegou a inventário, manifesto ou aos direitos.


vampiresca=adj.
Que tem o carácter!, a avidez do vampiro.
Teimosa Presença

Eu continuo acreditando na luta
Não abro mão do meu falar onde quero
Não me calo ao insulto de ninguém
Eu sou um ser, uma pessoa como todos
Não sou um bicho, um caso raro ou coisa estranha
Sou a resposta, a controvérsia, a dedução
A porta aberta onde entram discussões
Sou a serpente venenosa: bote pronto
Eu sou a luta, sou a fala, o bate - pronto
Eu sou o chute na canela do safado
Eu sou um negro pelas ruas do país.

Lepê Correia
NEGRA

Negra! És bela como um vaso de begônia
No tipo exótico definido nos teus traços,
Pra ti eu abro sempre os meus braços
E tiro o meu chapéu... sem cerimônia.

Negra! A tua beleza está em cada parte
Do teu corpo de sublime formosura,
No teu sorriso de malícia e de doçura,
No teu olhar que seduz com extrema arte...

Nos teu cabelo carapinha, encrespado,
Que com graça divides em mil tranças,
Na tua pele lisa, luzidia, sem manchas,
Que ao sol reflete um tom amarronzado.

Negra como a noite que a luz repele,
Orgulha-te da linda cor da tua pele
E do teu cabelo artisticamente trançado...

Tu és um mar de sensualidade e doçura,
E eu, além de ser teu irmão de pele escura,
Sou também teu fã - teu eterno apaixonado!


Agenor Martinho Correa

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Fabulas Fabulosas

Hierarquia

Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas (1).

Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o .

O rato correu o mais que pode, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"

(1) Ou seja muitas e más.

MORAL: Ninguém é tão sempre inferior.
SUBMORAL: Nem tão nunca superior, por falar nisso

fonte:http://www2.uol.com.br/millor

PRESCRITIVA x DESCRITIVA

Gramática tradicional, normativa, ou prescritiva são os termos usados para referir-se a todo estudo de cunho gramatical anterior ao advento da ciência lingüística. Como o próprio nome define, a gramática prescritiva é uma tentativa de estabelecer um ordenamento lógico em um determinado idioma e definir normas que vão determinar o que é apropriado no uso desse idioma. Daí surge a noção de certo e errado. Aquilo que não estiver de acordo com as normas, com as regras gramaticais, é classificado como inadequado. Esta teoria predominou desde meados do século 18 até o início deste século, e é ainda encontrada no currículo de muitas escolas hoje.

A partir das décadas de 1920 e 1930, a teoria do estruturalismo em lingüística (Ferdinand de Saussure na Europa e Leonard Bloomfield nos EUA) passou a questionar a visão prescritiva. No estruturalismo, o fenômeno existente é o ponto de partida. Observar o fenômeno da linguagem de fato e descrevê-lo passou a ser mais importante do que prescrever como esse fenômeno deveria ser.

Nos anos 60, a partir do trabalho do norte-americano Noam Chomsky, a teoria lingüística gerativo-transformacional revolucionou conceitos e trouxe um elemento novo: o de que a linguagem humana é criativa, e de que a capacidade (competence) de um native speaker com bom grau de instrução, através da qual ele consegue produzir um número ilimitado de frases, é que determina a "gramaticalidade" ou a "aceitabilidade" da língua.

Por um lado a nova gramática gerativo-transformacional representou um movimento em oposição ao então predominante estruturalismo, mas por outro lado ambos se opõem radicalmente à rigidez da lingüística prescritiva. Isto coloca o estudo da gramática, quanto a seu aspecto funcional, no papel de descritiva e não normativa. Levando nosso raciocínio ao extremo, poderíamos dizer que se gramática fosse prescritiva, devêssemos talvez voltar a usar o latim vulgar em vez do português.

O fato é que regras gramaticais são úteis se dinâmicas, se relativas e não absolutas. Devem acompanhar com agilidade as transformações que inexoravelmente ocorrem em todos os idiomas, ao sabor de fenômenos sociais, culturais, econômicos, etc.


fonte:http://www.sk.com.br/sk-grint.html

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Efeito estranho

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vai para a... !!!!!!!

sábado, 23 de maio de 2009

Corações animais

Não me vejo feito fera
Muito menos anjo
Eu quem faço o meu destino
Traço os meus planos
Sei que meu sexto sentido
Não vai me trair...

Troco o riso pelo pranto
Em qualquer negócio
Sei que tem olhos do medo
No fundo do poço
Estou sempre maquiado
Quando vou sorrir...

As leis dos meus olhos
São feitas por mim
Até na mesma mão
Os dedos não são iguais
Tem loucos
Que se olham no espelho
E se acham normais
Ninguém ganha o jogo
Sem ter ambição
Não se apaga o fogo
Com fogo na mão
Os gritos no silêncio
Não assustam
Corações Animais...(2x)

Eu me escondo num segredo
Sem qualquer mistério
Aqui se faz, aqui se paga
Pode acreditar...(2x)

Não me vejo feito fera
Muito menos anjo
Eu quem faço o meu destino
Traço os meus planos
Sei que meu sexto sentido
Não vai me trair...

Troco o riso pelo pranto
Em qualquer negócio
Sei que tem olhos do medo
No fundo do poço
Estou sempre maquiado
Quando vou sorrir...

As leis dos meus olhos
São feitas por mim
Até na mesma mão
Os dedos não são iguais
Tem loucos
Que se olham no espelho
E se acham normais
Ninguém ganha o jogo
Sem ter ambição
Não se apaga o fogo
Com fogo na mão
Os gritos no silêncio
Não assustam
Corações Animais...(2x)

Eu me escondo num segredo
Sem qualquer mistério
Aqui se faz, aqui se paga
Pode acreditar...(2x)

Composição: Luciana Browne Fatima Leão / Vinicius

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Resumo Crítico de "Dias de sombra dias de luz"

Jurandir Freire Costa ao escrever o texto "Dias de sombra, dias de luz", explana temas que são comuns a sociedade hoje, temas estes que não são dos mais agradáveis a falar- mas que são a dura realidade-, como: morte, estupro, guerras entre outras atrocidades que acontecem em nossa volta. No decorrer do texto Jurandir faz reflexões como a de ficar do lado do menino João Hélio ou do lado de seu assassino. Antes do texto começar tem a seguinte frase: "Sem o sonho de que os tempos sombrios passarão, viver serve para quê", e é isso que o texto aborda ao longo de suas reflexões sobre temas polémicos, pois se continuar nessa carnificina que assistimos todos os dias em telejornais não há sonho -quanto mais realidade-, mas o autor diz acreditar nos jovens de hoje para que haja o "exterminio" desta carnificina cotidiana, e que não haja só o sonho, mas tambem a realidade do mesmo.

Resumo de citação de "Dias de sombra dias de luz"

Dias de sombra, dias de luz ___ Jurandir Freire Costa

Sem o sonho de que os tempos sombrios passarão, viver serve para quê?


Começo pelas sombras. O Brasil vive uma escalada da violência urbana desorientadora. Quando a lista de atrocidades parecia esgotar-se, aparece mais uma figura do medonho, do horror dos horrores, a morte do menino João Hélio. Será que somos uma aberração coletiva apelidada de nação? Será que somos uma civilização sem amanhã? Talvez sim, talvez não. Seja como for, para evitar o dano mais grave é preciso admitir o evidente: criamos uma sociedade inconseqüente que se vê a braços com o pior efeito da inconseqüência humana: a carnificina monstruosa, na qual crianças matam crianças, sem se dar conta da imoralidade do que estão fazendo.


O assassinato de João Hélio por um adolescente que afirmou “não saber o que significa perder um filho assassinado porque nunca teve filho” mostra a face disforme do imaginário da terra de palmeiras onde cantam sabiás. Ao ser privado dessa experiência afetivo-moral básica, o jovem criminoso também foi privado de conhecer a distinção entre o justificável e o injustificável. A impiedosa engrenagem da miséria triturou sua capacidade de introjetar o sentido ético do que Levinas chamou de “infinita responsabilidade pelo Outro”!


Aí, porém, reside a trágica antinomia da condição humana. Podemos, é claro, conceder-lhe o benefício da ausência de consciência plena do crime cometido; podemos olhar com clemência a dolorosa história de vida que o fez praticar o que praticou, mas não podemos isentá-lo da autoria do seu ato. Conclusão: é nosso dever ético condenar e procurar mudar, por todos os meios possíveis, regimes socioeconômicos que favoreçam a formação moral de pessoas sem consciência do que seja crueldade.

Renato Janine Ribeiro, ao comentar o homicídio do menino João Hélio, exprimiu esse mal-estar. A fantasia de vingança contra o assassino que lhe veio ao espírito, entretanto, nem significou incitação à tortura - longe disso!-, nem neutralidade moral em relação ao Bem e ao Mal. Nós, não! Nós somos embaixadores do Iluminismo, do Humanismo ou de qualquer outro “ismo”. Por conseguinte, vir a público falar do que sentimos em momentos de comoção moral e intelectual significa confessar o pecado leigo de lesa-razão! Crime, diz-se, é com a justiça, e fora da justiça não há salvação. Porém, o que chamamos de justiça, entendida como lei ou direito instituídos, não nasce da cabeça de Zeus. Nasce de um sentimento anterior, pré-reflexivo e pré-racional, adquirido mediante experiências psicológico-morais primárias, que ao longo das vidas pessoais e da vida cultural tornam-se familiares. Acontecimentos extraordinários do ponto de vista moral podem, assim, fazer-nos hesitar quanto à propriedade e a natureza do que julgamos justo ou injusto. No caso de João Hélio, como decidir entre a piedade devida a cada um e a equanimidade devida a todos? O que é mais justo: pedir o endurecimento na punição do responsável pela morte de uma criança inocente brutalmente assassinada ou argumentar, em favor do adolescente assassino, que ele jamais teve condições de entender, por questões psicológico-sociais, que o direito à vida é uma prerrogativa de qualquer ser humano?


Pode-se responder: podemos ficar ao lado dos dois, escolher um lado contra o outro, ou não querer pensar no assunto, pouco importa. O fundamental é que isto é da alçada da justiça válida para todos e não do arbítrio voluntarista ou dos espasmos emocionais de um só. Como bem apontou Olgária Mattos, não por acaso, Adorno, no julgamento dos nazistas, foi levado a dizer algo mais ou menos assim: não faria o menor gesto para condená-los à morte; não faria o menor gesto para poupá-los da morte! No mesmo tom, não foi algo semelhante que levou Hannah Arendt a dizer que há crimes sem perdão, pois aqueles a quem competeria perdoar já não podem mais fazê-lo, por terem sido mortos?


Naturalmente, o infeliz garoto assassino não é um nazista. Ele é um sobrevivente social a quem foi sonegada a mais elementar possibilidade de valorizar a vida do próximo. O gênio da língua tarda, mas não falta. Como, por exemplo, combater a secular injustiça brasileira, reforçando, ao mesmo tempo, as instituições democráticas, se dependemos, para isso, de parlamentares, que, na maioria, sequer se dão ao trabalho de ocultar do público a baixeza de seus mesquinhos interesses? Como fazer deste país um país tolerante, se os líderes intelectuais, empresariais, políticos etc, comportam-se como fanáticos encastelados em seitas ideológicas, sempre prestes a renunciar ao diálogo e à persuasão e a desqualificar com arrogância ou desdém a opinião do opositor? Como, enfim, restaurar o princípio da boa-fé atribuível, em primeira mão, ao outro, se vemos líderes políticos mentir despudoradamente ou empresários da locomotiva agrícola falando de “liberalismo”, enquanto literalmente escravizam ou deixam morrer por exaustão física seus empregados?


Não sou derrotista ou desistente. O primeiro é o da conversa recente entre o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, e três governadores recém-eleitos. Elite são os melhores; os que pensam e agem com a consciência da responsabilidade pública que têm, em função do poder social e da autoridade moral que souberam conquistar no legítimo exercício de seus talentos e competências.O filme trata da escolarização de adolescentes brasileiros de pequenas cidades rurais do Nordeste, da periferia das grandes cidades do Sudeste e da alta classe média paulistana. O mais importante, contudo, é a surpresa de testemunhar o vigor do desejo de auto-realização e de justiça que anima tantos jovens brasileiros que ainda não sucumbiram á lavagem cerebral do “este país não presta”. Da humilde garota pernambucana que supera obstáculos gigantescos para concretizar suas aspirações literárias ao depoimento de duas garotas da escola paulistana, o que vemos é o desenho humano do que deveria ser uma verdadeira elite. Eis uma das chaves da saída: um só mundo, um só povo. No mundo deles - se permitirmos - a referência do pronome “nós”, na sensível expressão de Rorty, será estendida a todos os brasileiros e a todos aqueles que elegerem nosso país como um bom lugar para se viver.

Gripe Suína


A Gripe Suina é uma doença que tem como conseqüência uma variante do vírus H1N1, a transmissão e a apresentação dos sintomas da gripe suina pode ocorrer através do contato com o animal e objetos contaminados. Sendo que surgiu uma nova variante, que pode ser disseminada entre humanos e esta causando uma epidemia no México. Desde o seu surgimento, a gripe já fez até agora 149 vítimas, e sob suspeita da doença o número é de 1600 pessoas, a organização de saúde Mundial, declarou que a doença já esta sendo uma emergência na saúde pública internacional.
Contágio da Gripe Suina

A gripe suína tem seu contágio através das vias aéreas, como a gripe comum, com contato diretamente ou indiretamente, por meio das mãos com objetos contaminados, o vírus também se espalha, inclusive pelo próprio ar ambiente. A contaminação pela carne suína, esta descartada, desde que se cozinha a mesma à 71 graus Celsius, eles afirmam que o vírus não sobrevive.

Sintomas da Gripe Suina

Os sintomas são muito parecidos com a gripe comum, estão incluídos: febre alta, cansaço, dores musculares, tosse, fadiga, surgiram pessoas com vômitos e diarréias. Para os porcos já existem vacinas, mas para os seres humanos ainda não temos nada, e pode levar uns 6 meses para que isso ocorra. O medicamento oseltamivir segundo a OMS, mostrou eficiência nos primeiros testes contra o vírus H1N1, mas não se pode afirmar totalmente ainda tal efeito. O que podemos fazer é sempre estar lavando as mãos, mesmo porque temos que evitar asgripes comuns, que também pode trazer consequências. O governo deve ser rigoroso nos vôos vindo do exterior, certificando que nenhum passageiro, esteja contaminado, pois mesmo que os sintomas da gripe, não esteja aparente, temos que estar alerta por um período, pois algumas delas vieram de paises que já estão contaminados. Ter a lista de passageiros desse período, e verificar se após alguns dias no nosso país, nenhum deles esteja apresentando algum sintoma, é sempre bom estar em alerta e conscientizar a todos.

Gripe Suína no Brasil

Foi anunciado pelo ministro da Saúde, José Gomes, confirmou nesta noite, quarta-feira (7) que existem 4 casos da gripe suina no Brasil. São os primeiros registros da gripe no país. Os quatro brasileiros com a gripe, são jovens adultos, que teriam contraído a doença no exterior. Duas pessoas são de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Minas Gerais. Três casos são de pessoas que estiveram no México; e outro esteve recentimente nos Estados Unidos. Sobre o uso de máscaras após a confirmação dos casos no Brasil, o ministro comentou que não existe a necessidade, pois o vírus não está circulando. Nem todos que usam máscaras na rua, estão tentando se previnir do vírus, mas pode ter realizado algum cirurgia delicada, como um transplante. O Brasil está preparado para tratar até 12,5 mil pacientes, e pode produzir medicamentos para o tratamento de até 9 milhões caso exista a necessidade. Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde, confirmou dois novos casos da gripe suína no Brasil. Os novos pacientes são de Santa Catarina e Rio de Janeiro. O anuncio dos novos casos foi realizado em um coletiva, do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. update: No Brasil são 8 casos confirmados até o momento e 22 número de casos suspeitos da nova gripe. Estados Brasileiros com casos suspeitos: Rondônia , Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Alagoas, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Ceará, Pará e Piauí.

Cepa do Vírus H1N1 foi entregue neste sabádo dia 16/05 a cepa do vírus H1N1 à Organização Mundial da Saúde (OMS) e também os dados estatísticos e clínicos: como o vírus age no organismo dos pacientes; os primeiros sintomas; as internações; os óbitos e locais onde os casos foram registrados;

Esses dados e as cepas do vírus, vão auxiliar na criação de uma vacina, que posteriormente vai estar disponível a todos os países. A OMS desenvolvendo essa vacina contra gripe suína, posteriormente a disponíbilizará a todos os países.